27dez

O gerenciamento de qualquer empresa apresenta diversos desafios, mas quando nos referimos a empresas familiares, o cenário se torna bastante específico. Esse tipo de negócio costuma ter desafios bem característicos, mas que precisam ser contornados, a fim de preservar a sustentabilidade do negócio, tal como a saúde financeira e emocional da família. Por isso, Tomaz Solberg explica, neste artigo, alguns desafios comuns que costumam ser enfrentados na administração de empresa familiar e o que fazer para solucioná-los. Confira, a seguir.

Alguns desafios comuns na administração de empresa familiar

1. Falta de regras claras

Muitas empresas familiares foram iniciadas por uma ou duas pessoas, que acabaram centralizando a maior parte das decisões. E quando as decisões são centralizadas nos donos, nem sempre os critérios são claros. Mas com o crescimento do negócio, o mais apropriado é que regras de atuação, convivência e tomada de decisão sejam definidas e divulgadas, de forma a prevenir e resolver conflitos. Essa ação também ajuda a manter uma relação harmoniosa entre sócios, família e empresa.

2. Contas misturadas

Enquanto a empresa é pequena, e tem um dono só, é muito comum que as contas da pessoa física e da pessoa jurídica se misturem. Mas quando a empresa ou a família crescem, é saudável que estas constas sejam separadas. Dividendos não são a mesma coisa que pró-labore, e se isto não estiver claro, é possível que gere desconforto.
Apesar de ser uma empresa familiar e serem todos parentes, é fundamental que se estabeleçam regras para retiradas de dinheiro do caixa. É importante evitar que a necessidade de dinheiro da família não fique maior que a capacidade de financiamento da empresa.

3. Emprego

A família deseja que a empresa seja fonte de renda ou fonte de emprego? Para ser uma fonte de renda otimizada, não necessariamente o melhor é contratar parentes. Para ser uma fonte de emprego, é preciso arcar com as perdas de eficiência que isso pode acarretar. Para que seja os dois, é preciso definir claramente os critérios e condições para se contratar parentes para trabalhar na empresa. Se isto não estiver claro, e por exemplo, um neto começar a trabalhar na empresa, o que impede todos os outros de trabalharem lá também, inclusive aqueles que não são profissionais tão capacitados?

4. Sucessão

Discutir a sucessão na empresa é talvez uma das tarefas mais críticas. Especialmente se quem for ser sucedido não estiver pronto para tal. Por outro lado, aguardar para discutir a sucessão sem a presença do patriarca (ou da matriarca), no período de luto, e com urgência (porque a empresa tem que continuar, e decisões precisam ser tomadas) pode ser um dos maiores riscos à sustentabilidade não só da empresa, mas de toda a família.
O ideal é que a sucessão seja planejada com antecedência, de preferência com a ajuda de um mediador de conflitos, para mitigar os riscos do negócio.

5. Conflitos pessoais

Em qualquer relacionamento, os conflitos pessoais podem acabar surgindo. Mas, no contexto da administração de empresa familiar, isso se torna um pouco mais complexo.

Por serem pessoas próximas, a tendência é que os conflitos de interesse pessoal interfiram diretamente na empresa. Isso acaba por desmotivar os colaboradores e gerar um clima organizacional desconfortável. Por isso, conflitos pessoais devem ser devidamente discutidos e esclarecidos. E quando isso parece ser impossível, está na hora de contar com ajuda profissional.

Estes são alguns desafios comuns na administração de empresa familiar. Se você está passando por alguma dessas situações conte com a ajuda de um mediador de conflitos  para viabilizar a conversa e ajuda-los a encontrar a melhor solução. A mediação empresarial é uma boa alternativa para solucionar conflitos complexos, evitando que eles se tornem maiores e mais complexos, e acabem prejudicando a organização.
Se você está buscando por um mediador de conflito com experiência em mediação comercial , conte com Tomaz Solberg. Entre em contato e conheça o que pode ser feito.

Agência Digital no RJ